15/07/07

Chi of love

O amor é um dois mais poderosos paradigma da humanidade. O que é o amor? Você pode explicar? Há metáforas, expressões, jargões que se esforçam há séculos para desvendar seu significado. Não é possível dissertar sobre tal, pois suas propriedades são absolutamente intangíveis, intrínsecas, inefáveis, e variáveis. Há, no máximo, a possibilidade de expressar aquilo que associamos a este sentimento.

Diante dos conceitos do senso comum, poderá haver algo mais nobre que isso?

Ou tal denominação faria parte da criação de algumas mentes fantasiosas brilhantes projetadas e repercutidas ao longo dos milênios por uma humanidade sedenta por uma razão para existir?

Como poderemos explicar isso, ladies and gentleman, se nem a toda poderosa ciência pode comprovar sua existência? Ou será que conseguiríamos chegar a um consenso apelando para os credos religiosos, que na sua premissa básica rogam a si todo o direito de julgar o amor daqueles que fazem parte de si e também o dos que não fazem? São amores distintos, é isso? Um é melhor que o outro? Ou o amor de beltrano é real, e o de ciclano é menos? Certamente, na impossibilidade de julgamento utilizando os dois critérios acima, as mentes ávidas por respostas podem ter se voltado para o amor que se vê na arte: cinema, telenovelas, teatro, artes-plásticas, música, dentre tantas outras. Os mais céticos automaticamente terão pensado que o significado do amor neste tipo de cenário não passa de um jogo de luzes dirigido por um roterista talentoso, e apenas isso.

O conceito de amor ideal que defendo vai além das barreiras burguesas, cristãs ou não, ocidentais ou orientais ou qualquer um desses bairrismos: tem a ver com o ser-humano, ou o bicho-homem, como preferirem. Não tem a ver com dinheiro, raça, nem porra nenhuma. Diz respeito ao sentimento, à energia, e só.

 

 

Me incomoda a banalidade com que se trata o amor.

Talvez os autores tenham culpa nisso, a publicidade, o cinema, o movimento literário, e essa grande merda cultural que cria conceitos que pré-existem às observações das pessoas sobre si mesmas.

Me incomoda o fato das pessoas chamarem de amor qualquer alteração hormonal. Me transtorna as pessoas não viverem os amores de forma sincera, transparente, honesta e de corpo e alma. E me revolta muito a forma imatura e juvenil como se vive o "amor".

Sabe onde eu vejo o amor de verdade? Nas pessoas simples. E o simples fato de enxergar esta energia nessas criaturas de Deus me faz crer na humanidade. Fortalece minha convicção de que a burguesia gosta mesmo é de encenação, de teatro e que quem sente mesmo o mundo é o povo, porque essa gente pode viver essa coisa de forma sincera, transparente, honesta e de corpo e alma porque não tem nada a perder.

Vou passar a relatar esporadicamente crônicas que narrarão histórias reais de gente simples em quem vejo amor de verdade.

3 comentários:

tarciso disse...

só não complique o que em essência é simples... e eu amo você!

Anônimo disse...

Olá Maucir!

Dei férias para o meu coração.

Denise

Anônimo disse...

meu coração está em balanço, tinha perguntas, encontrou as respostas, faz as analises, em detrimento das novas perguntas... fase de ser feliz consigo, que é essencial pra ser e fazr feliz com alguem.

abraços