12/06/10

Inteligência Emocional


Dois pensamentos têm marcado muito meus pensamentos recentemente.



Um deles é possivelmente uma citação de um anônimo que ressalta a inteligência dos que conseguem aprender com os próprios erros, mas a genialidade dos que alcançam o aprendizado por meio das experiências dos outros.



O outro pensamento diz repeito à inteligência emocional que estou à procura. Não faço idéia se esse é um procedimento cognitivo normal, mas percebo que meus pontos fracos têm se manifestado de uma forma diferente. Lembro-me que quando, no passado, meus calcanhares-de-aquiles eram pisados, eu entrava em um inferno astral espiral, o qual apenas muita reflexão conseguia amenizar. Minha resistência à frustrações era quase inexistênte. A falta do meu pai, ânsia por liberdade, anseio pela conquista e até mesmo o desejo de ser apreciado sempre foram alguns desses pontos delicados. Dois anos depois percebo uma transformação sensível nesse sentido. Sinto o momento da inflamação dos dilemas suavizados e obtenho a compreensão de mim mesmo no dia-a-dia que se segue por meio das atitudes dos que estão à minha volta.



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Ainda em Agosto de 2008 publiquei um texto (disponível aqui) que falava sobre o meu então despertado interesse pela sabedoria. Foi uma espécie de marco pra mim, pois até então a inteligência reinara suprema e absoluta nos devaneios do que eu queria me tornar.

Gosto dessas reflexões, mas tenho gostado ainda mais de quem tenho me tornado. Pode parecer bobagem, mas o caminho de re-construir meu Eu evitou que eu me tornasse algo que eu não conseguiria conviver com. Olho pra trás e percebo que por pouco não me tornei um workholic compulsivo, pela minha ânsia de ter, fazer, construir; da mesma forma como poderia ter me tornado um ideólogo frustrado pela vida, cheio de boas intenções mas barrado pela realidade; ou até mesmo alguém que vive a vida se iludindo acerca de si mesmo e da realidade. Foi por pouco.



Das vississitudes que já vivi, considero que essa foi a mudança mais significativa da minha relação comigo mesmo. Posso parecer bobo, mas sentir-me bem comigo mesmo é uma novidade tão boa quanto ter segurança pra afirmar, depois de tantos anos de reflexão, o que eu fui e o que sou.

Às vesperas do meu 24 aniversário, é extremamente recompensante registrar essa conquista.

3 comentários:

tarciso disse...

Vejo que está tudo muito bem, tá tudo muito bom... é o que o teu texto me deixa depreender e tranquilizar. Mas você tá muito sumido para o meu gosto... cadê você?!

Raka disse...

O acaso as vezes me dá medo, numa tentavia de estudo li folha a folha do meu english notebook muito bem cuidado desde o dia em q comprei e eis q acho seu blog, qual nunca tinha entrado e seu texto fala nada mais nada menos de uma reflexão na qual venho tendo, mas pra minha tristeza eu sei q me tornarei a workaholic com boas intenções mas pouca coragem! Como está tudopor ai? Me adiciona no msn! A vida no Brasil nunca será a mesma após A Austrália e isso tem sido um grande problema.

Saudades das manhãs de FCE!
Let's keep in touch

Raka disse...

Btw sou eu Raquel da Elsis! Rs