Tenho amigos que tem verdadeiro talento para a música, gente que tem a baianidade em todos os poros do corpo. Já eu, sou mais baiano pra outras coisas: lembro bem que foi um esforço absurdo. Nunca fiz uma aula, nunca tive orientador, mas estava decidido a aprender. À flor da adolescência, achava fantástico quando meus amigos tocavam para os grupos de amigos e animavam as rodas. Pra completar, uma vez li em algum lugar que as mulheres se sentiam absurda e inconscientemente atraídas pelos encantamentos dos bardos músicos, coisa que eles também já sabiam instintivamente há muito tempo. Definitivamente eu queria aprender na mesma proporção que as pessoas que viviam na mesma casa que eu queriam me matar.
Foram meses de tentativas que não faziam nenhum sentido.
Um ano depois, eu já não passava vergonha. Meus amigos músicos, genuinamente presenteados por Deus com o dom, sempre perceberam os erros que cometia e cometo, mas para o grande público o som é palatável e interessante, e foi exatamente assim que encantei aquela que desejo que seja minha mulher. Touchê.
Essa estória faz bastante sentido agora, mais uma vez.
2 comentários:
Meses fora da net.
Mas não sem guardar endereços que muito estimei.
Agora, volto.
E, espero, restabelecerei antigos e jamais esquecidos laços.
Beijo em seu coração!
Bom que seu espaço continua!
Parabéns, meu querido bardo!
Violã é muito bom.
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