Quem ama o que faz não se sente trabalhando quando pensa na profissão. As idéias vão se construíndo automaticamente, quase como um exercício aeróbico diário, para manter a forma. Relações são inevitávies e saborosas.
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O ponto de venda é um aspecto crucial de qualquer negócio.
Estudos indicam que o esforço de merchandising é chave para o "momento da verdade" que corresponde à circunstância de aquisição de bens e serviços. Não por acaso, de uma forma em geral, as grandes corporações costumam despejar orçamentos generosos nesta ferramenta da comunicação empresarial: o consumo tende a estar repleto de aspectos emocionais, o que envolve até mesmo - em níveis menores - negociações business to business, tradicionalmente envoltas em critérios racionais.
Pois bem: no caso do mercado imobiliário isso estava bastante evidente durante o período pré-crise internacional. Grandes lançamentos com show-rooms muito envolventes, decorados maravilhosos, e cifras astronômicas. Economia aquecida, vendas em alta, retorno garantido.
Uma das funções do marketing é se re-inventar. Soluções são subjetivas e multifocais, e as vezes inovações podem surpreender o mercado "Ora, porque ninguém pensou nisso antes?". Afinal, repetir o que já foi feito é moleza. Meditar um pouco nisso pode criar boas alternativas.
Utilizando uma ferramenta hibrida de marketing digital, merchandising e programação, talvez possamos lançar uma nova técnica de abordagem em ponto de venda.
Essa ferramenta do Google Maps permite que o internauta visite lugares no mundo. Funciona como uma seqüência de fotos que se sucedem em determinado caminho, mostrando perspectivas multi-angulares (como no caso do link acima). Com ela, uma localidade em Sydney, Austrália pode ser visitada, verificando-se se fica bem localizada, perto do metrô, próximo a serviços e etc. Pois bem: unindo esta técnica com programação, talvez um hotsite de uma construção civil a ser comercializada possa envolver o consumidor, apresentando-lhe diversos tipos de apartamentos, opções de planta, decoração, e até mesmo utilizando-se de técnicas de customização em massa. É um universo fantástico de possibilidades para cativar os clientes.
Aliás, nesse caso, também pode-se apresentar tipos de decoração do ambiente para grupos de pessoas: os que têm filhos, os que têm cachorros, os que querem salas maiores, ou escritórios... enfim. Possibilidades de determinar perfis de consumo e abordá-los.
A técnica pode envolver diminuição drástica de custos (não sou da área, mas ouvi dizer que alguns decorados custam a partir de 1,5 milhão); facilitar a logística de visita ao produto (ampliando a possibilidade de acesso de clientes); e ainda criar um diferencial competitivo para o empreendimento.
Acho que dá um sambinha bom.
2 comentários:
é engraçado, os brasileiros vêem tanta propaganda de imóveis que querem mesmo comprar imóvel mesmo com toda essa crise. O pior é que a grande maioria num pode mesmo comprar a vista e parte para o financiamento.
Mano velho, estou quase de volta. Um abração!
o melhor de ler esse post é perceber q não estou "sozinho no mundo" quando penso fora do clichê na venda de imóveis, pois atendo uma construtora na agencia onde me divirto [penso exatamente como voce! nao trabalho com o que amo] e caminhava numa estratégia deveras parecida! Abraços!
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