15/02/08

Empresário III

As pessoas passam por mim, e batem em minhas costas quando digo que larguei o trabalho pra me tornar empresário. Acho que soa nobre, bonito, sei lá. Tem algo a ver com a terminologia ter relação com fartura e poder. A sociedade burguesa precisa de novos senhores sempre, ou pelo menos fantasiar essa relação.

Em alguns comentários há ironia, em outras, descrença. Em todas elas, entretanto, existe um sentimento de que o empresário, esse ícone que se tornou personagem central de um sistema capitalista tão demonizado, ele é sobretudo extra-terreno, seja, os donos das grandes corporações, e das pessoas que ousam se denominar como tal (empresários), estão à um mol distância da humanidade. A expressão parece tão distante, como alguém que se refere ao sol, ciente das centenas de milhares de quilômetros que há entre sujeito e objeto. Olhar um sujeito de vinte e um anos, universitário se auto intitular como tal, deveras deve causar desconfianças.

Gosto quando as pessoas batem em minhas costas, e dizem palavras quaisquer de apoio, ainda que vagas, vazias e/ou duvidosas: me dão força, uma espécie de energia assim: “Vá lá, cara, você é o meu Herói”.

De uma coisa tenho certeza: as pessoas não fazem a mínima idéia do quanto essa é uma construção difícil.

3 comentários:

Anônimo disse...

Nossa!!!
Vejo o quanto me ocupei e fiquei longe daqui!!!
Muitos posts para ler,muita coisa boa para absorver,algumas coisas para discordar,mas se fosse comentar tudo,talvez levaria um bom tempo escrevendo...
Ainda assim,percebo o quanto é grandioso o seu "eu",a firmeza com que trata os seus sonhos,como se qualifica e a forma como encara(e reconhece) os seus erros.
Escrevo isso lembrando de quando você escrevia seus textos,vinha me mostrar e perguntava "Está bom?". Eu falava que estava.Ai é que está!Era difícil dizer que não estava,pensava até que você deveria achar estranho o fato dos seus textos estarem agradando sempre.Hoje eu percebo que isso realmente não muda,por mais que você ache que está fazendo a melhor coisa do mundo,no fundo,no fundo,o que você realmente quer é a aprovação e reconhecimento das pessoas que estão ao seu redor,por mais banal que pareça para alguns,na verdade o que você quer é melhorar cada vez mais...
Assim é você,assim sou eu e assim são os homens,ou melhor,grande parte deles!Sempre com alguma meta(ou inúmeras!) à cumprir e quando o ciclo se fecha,o que nos resta à fazer,é iniciar um novo sonho,de forma esperançosa,que nos dará novo sentido a vida.

Saiba que te admiro demais,
desejo tudo de bom para ti,neste,e em todos os anos da sua vida,na realização de todos os seus sonhos,que as críticas venham para uma constante construção do seu crescimento e os elogios para a sua incessante auto-aprovação pessoal e profissional.

Com carinho.

Um forte abraço.

TonMoura disse...

é, mano velho, não desanime.
Entre o grupo dos pentecostais há uma frase interessante: "se não tem luta não tem vitória!".
Ser dono do seu próprio negócio é mais trabalhoso que prazeroso a não ser que seu prazer esteja, de fato, em trabalhar 24 horas por dia, 7 dias por semana, trabalhando até em viagens de passeio e pensando nele até quando está namorando, ou que seu prazer esteja em montar patrimônio e condições confortáveis de vida para cônjuge e filhos.
Mais do que de heróis, precisamos de pessoas que tenham essa coragem de investir seu capital e colesterol no progresso!
Vá fundo!

Anônimo disse...

Dificíl com certeza é, e será. Um aprendizado eterno para ti, também devo ressaltar. Transforme a sua vida e lapide o seu caráter. O talento é nato ou ardorosamente conquistado. E eu acredito no seu.
Abraços