Deste o sete de janeiro de dois mil e oito, ao alto (!) dos meus vinte e um anos, não sou mais empregado de ninguém.
Embora muito jovem, trabalho ininterruptamente desde muito cedo: sempre sonhei em ser rico, impulsionado por uma ambição sadia instalada no cume do meu coração; paralelo a isso, a ojeriza de apadrinhamentos não-meritocráticos, e o desejo de nunca ser o filhinho-da-mamãe, me levaram à certeza de que tinha que começar cedo, e mais, por onde a vida me permitisse começar, como qualquer pessoa comum deste Brasil tão desigual. Comecei em uma Biblioteca, depois no Telemarketing - sim, eu realmente comecei por baixo - Empresa Júnior da Universidade, administração de um Shopping Center, e uma Agência de Marketing. Convites e oportunidades que se sucederam sem hiatos.
A opção de ser empregado era uma cruzada pessoal para aprender certas coisas, quebrar determinados egoísmos, egocentrismos, e tomar ciência que o mundo real é duro, além de saber a dor que as pessoas sentem em suas peles, afinal, sempre tive pouca paciência pra ouvir gente rica falando de sofrimento de pobre. De origem familiar burguesa, tudo que não queria era me tornar um jovem ambicioso e mal direcionado: se meus sonhos eram grandes, o suor também haveria de ser. Isso é bonito na teoria, mas na prática doeu um monte.
Enfim, ao final de 2007, tive que tomar uma decisão: ou eu continuava a cruzada como empregado, crescendo no conceito de patrões, encantando as pessoas que trabalhavam comigo, mostrando eficiência, e insatisfeito com quanto eu ganhava, ou eu assumiria outro momento da minha vida, o que eu sempre soube que me levaria onde quero chegar: empreendimentos.
Se meu cronograma pessoal me dizia que isso aconteceria em meados de 2009, após a minha formatura, como sugerem as regras do jogo, não por opção, mas por pressão da situação, tive que adiantar a previsão. De repente, a vida me disse, em negrito e em caixa alta: CHEGOU A HORA DE CRESCER. VOCÊ NÃO QUERIA UMA CHANCE DE SER O SEU SONHO, SEU MERDA? ENTÃO: VÁ E PROVE!
Seria mais romantizado se eu não citasse que se não tomasse a atitude de deixar de lado o proletariado para empresário, minha família iria à falência, isso é: os negócios da família precisavam de mim invariavelmente.
Era hora de unir as forças, e lutar pelo que é nosso.
4 comentários:
ei, mau mau.bom 2008 para vc. literalmente vida nova em tudo. bom casamento e que as finanças melhorem ainda mais.
Zim... é bom vê-lo entusiasmado com esse projeto de vida. E vc sabe, eu dou a maior força e estou certo do teu sucesso!!!
Adiante, Maucir! Quem sabe faz a hora, não espera acontecer, meu caro amigo. E seja qual for o resultado do teu arrebatamento, crece a aprende com isso, pois besta é quem não arrisca.
BeijUivooooooooooossssssss da Loba
Pois é meu caro, como vc disse, li seu texto, desabafo, em me vi nele. o engraçado é que comentei isso com vc hj mesmo, e vc simplesmente disse, "man, leia meu blog..," egoísmo meu de estar naquela hora falando de coisas que você já tinha conhecimento, como se fosse somente comigo..
mas acho que pra nós so consegui uma frase..
"Pra cima do medo,
a coragem!"
abraço
chequer
www.ideiachequer.spaceblog.com.br
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