02/06/07

Entropia

A simples visão do cálice e o cale-se.

Um bendito objeto palpável, tangível, mensurável. Malditos múltiplos vieses.

As verdades e as relatividades.

 

O que é a verdade?

Você tem uma verdade?

Você tem certeza que VOCÊ é?

Será que seus sentimentos existem?

Está certo da veracidade do que disse há pouco?

E o que pensou?

Você realmente acredita nisso?

Seus sonhos são mesmos seus?

Seus ideais existem mesmo?

Você tem algum ideal?

Você é alguma coisa?

 

As coisas que penso fazem parte de um conjunto de pensamentos que o mundo instalou em mim quando eu era indefeso demais pra negar coisas que eu não concordo. Ou não. Será que tenho uma personalidade, um caráter, ou sou apenas a projeção escarrada de um mundo que pré-existia a tudo que eu sou?

Os meus pensamentos mais íntimos, eles são mesmos meus?

Talvez os meus desejos?

Quais são as minhas necessidades mesmo?

Não apenas o que consumo, mas o que sou: eu criei algo de mim pra mim?

Será que vivo minha própria vida?

Minhas crenças, meus ideais, será que realmente acredito e vivo por eles como gosto de pensar? Ou será que são apenas fantasias que eu criei pra me defender de estímulos que por ventura venham a me tirar da minha zona de conforto?

Deus existe?

Será que eu sou capaz de amar um outro, ou esse é apenas um devaneio que importei de alguma novela das oito?

O amor existe? A compaixão existe? O idealismo existe? Boa intenções? Pureza? Paz?

Será que tudo isso que eu acredito foi apenas a alucinação de algum escritor autista da história do mundo em algum de seus contos libidinosos?

 

As vezes eu tenho a sensação que vou implodir.

Simplesmente porque não há verdade.

A verdade é a pura e maldita relatividade.

 

Eu não tenho certeza de quase nada. Tenho a audácia apenas de acreditar.

 

10 comentários:

Manoela disse...

Olá!
Sou Manoela, amiga de Taisa, que estava no Pstudo.
Como dá pra ver, vim olhar o blog como você recomendou. Não sei se imaginava como seria, mas certamente é completamente dierente do que eu poderia prever. Acho que pensei qua ia ser cheio de viagens publicitárias, e não cheio de angustias. Mesmo sabendo que não sou a única, foi bom ver alguém fazer perguntas iguais as minhas.
See you!

tarciso disse...

O relativismo é uma escolha que nem se sustenta a mesma. Se digo que tudo é relativo, estou absolutizando a afirmação, logo, o relativo passa a ser absoluto e então existe como absoluto. O absoluto não é relativo, o absoluto é verdade. Ademais, seguindo o pensamento de Descartes: "penso, logo existo", que por sua vez é a retomada de um pensamento de Santo Agostinho: "se erro, existo", se conclui que mesmo que todos os conhecimentos sejam inseguros, uma coisa é absolutamente certa: que eu existo. Mesmo que eu me engane ao pensar que 2+2=4, o simples fato de EU estar enganado prova que Eu existo, pelo menos enquanto ser pensante: res cogitans,. Como poderíamos estar nos expressando - até com certa angústia existencial, - se não existimos e nem a nossa angústia e nem a nossa escrita que agora estamos tecendo e lendo?! Não pode haver qualquer agonia naquilo que não existe!

Henrique Cartaxo disse...

Em não haver verdade, não há mentira, só há verdades.

Marcos Pontes disse...

Passei das crises existenciais. Apenas vivo. O inexorável, seja lá o que for, além da morte, não me tiram sequer um segundo do tempo.

Anônimo disse...

Diria amei, se existisse de alguma forma.

Anônimo disse...

oi!!
bem..adorei te conhecer.... =)
gostei muito das suas ideias..^^...esse blog é muito legal..me fez refletir..e..acho q talvez...eu comece um!! rsrs ^^
espero reve-lo em breve!

bjos =**

florzinha_power@hotmail.com

Anônimo disse...

Vc é valente, consegue falar sobre tudo o q sinto de uma forma doce, e todos podem participar de nossas angustias, mas infelismente os comentários de alguma forma não suprem nossas perguntas que são filosoficas mas queremos respostas para viver....
Adoro refletir com vc....
Bjus Juli

Edgar Borges disse...

Hum... andou lendo o mito da caverna por esses dias? as sombras parecem mas não são realidade, né?
abraços do norte, maucir!

Anônimo disse...

É quase sempre assim.
Quando leio novo post seu, gosto muito, mas fico com a dificuldade de alguma coisa dizer.

Volto, leio de novo, e me inspiro a comentar, ok?

Anônimo disse...

Acredite! É essa a "magia" de estar vivo! ;)