Amizades é sim um assunto recorrente na minha mente em noites como esta, nas quais a mente não permite que o corpo adormeça.
Como já dizia a minha finada Vó, quem com porcos se mistura, farelos come: esse é o jeito mais simples de resumir o raciocínio por trás da insônia que a cada bocado se apresenta.
Companhias competitivas trazem consigo uma energia delicada que certamente não se encaixam no que eu desejo que se converse na cozinha da minha casa; já basta o mundo onde vivemos no qual as qualidades das pessoas se resumem às marcas que se vestem e às posses que são exibidas.
Personalidades egocêntricas tendem a distorcer o universo pra que tudo - inclusive moá - exista em função do indivíduo em questão. Certamente bastante em voga em um universo no qual “selfie" é uma das palavras mais buscadas do ano, mas muito distante do que quero pra minha vida.
Egoístas certamente também não integram a lista ideal daqueles que dividem comigo refeições de domingo, afinal relações devem sempre ter múltiplas vias.
Aqueles de má índole então, há de manter-se à uma distância considerável do seio pessoal.
Apesar destas regras parecerem simples, zelar pela sua manutenção é um trabalho árduo e delicado. Poucos vestem as suas piores cores como primeira pele, e quase sempre a análise das personalidades exige um estudo um pouco mais aproximado das faces atrás das máscaras.
Me basta tentar o meu melhor com as ferramentas que me estão à mão, e eventualmente perder algumas noites de sono analisando o que fiz e o que hei de fazer. Sempre há um próximo domingo e as companhias não necessariamente precisam ser as mesmas.
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