26/08/13

Informação é poder

Anos e anos de confissões, reflexões, devaneios. Uns mais diretos, outros completamente cifrados. Devo ser sincero: as vezes me preocupa o que pessoas não-tão-bem-intencionadas fariam ao ter acesso a tudo que escrevi aqui todos esses anos.

Não há segredos a serem guardados, mas custou-me muito o aprendizado de que as pessoas podem ser cruéis quando lhes convém, e entregar anos de pensamentos poderia não ser a melhor escolha.

Pra mim, o Teatro da Mente é um confessionário. Uma interessante terra de ninguém onde eu posso escrever pra mim mesmo. Porque publicar na internet? Honestamente, eu já não sei. Houve uma época na qual o objetivo era ser lido. Também houve uma época na qual isso fazia tão pouco sentido que cheguei a bloquear as visitas. Em verdade, estar no ar me força a publicar, como um dever que deve ser cumprido.

Aos que me conhecem, eu sempre deixei clara a minha fantasia de fazer algo de bom por esse mundo. Fantasia, pois até este ponto fiz apenas o máximo que pude pelos pequenos universos à minha volta, mas nada macro. Nada como eu sempre sonhei em fazer.
Por isso o medo. Caso um dia eu seja bem sucedido fazendo algo pelo mundo, quantas criaturas do mal poderiam voltar 10 anos no tempo e resgatar algo contraditório, repulsivo até que eu tenha escrito? Caso você não se lembre, nem todos nós somos modelos zen aos 19.

Assim sendo, vivamos o momento e tratemos desse assunto mais pra frente, quando e se houver necessidade. Por enquanto, apenas a CIA lê os meus textos, o que me faz apenas mais um no ciber-espaço.
Viva à era da informação! 

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