12/02/12

O que faz a diferença




É quando um amigo reclama de seu pai problemático, egocentrico e errado que lhe faço calar com uma máxima sobre a qual não há controversias. Melhor ter um pai do que não ter.

25 anos de vida. 15 anos de expectativa, antes de ser revelado à família paterna. 3 anos amaldiçoado ao sofrimento de ter sido rejeitado por ser algo que eu nunca tive opção de não ser. 7 anos de uma paz velada, do mais puro "não sei o que fazer, mas também não estou disposto a tentar nada". Um choro verdadeiro no dia dos pais tocando "Pai", e uma sabor amargurado de não entender o porque tinha que ser assim comigo.

Nem qualquer bobagem faz esses sentimentos emergirem. Assistindo um seriado americano chamado Californication e pensando no quão heroico aquele escritor caricato, infantil, perdido e alcoolatra parece pra mim. São capítulos e capítulos de mancadas, tropeções e sofrimento, mas são mancadas, tropeções e sofrimentos de um pai cheio de vontade de ser um pai. Puta que pariu, isso faz diferença.

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