20 de dezembro de 2011

Dar sem esperar nada em troca




Dar sem esperar nada em troca.
Dar sem esperar nada em troca.
Dar sem esperar nada em troca.

Ao que considero ter aprendido a lição, eis que me aparece uma nova provação.

5 de dezembro de 2011

Meu mundo é mesmo o mundo das idéias e dos ideais



Conversávamos sobre as mazelas do dia-a-dia, frustrações de objetivos não cumpridos por interferências de forças do mal, desejo de mudança, vontade de um mundo melhor, sobre o urro de fazer as coisas certas ante ao mundo, quando meu sagaz interlocutor disse: "Desse jeito, a única coisa que você vai poder ser é professor mesmo".

No calor da discussão, concordei sem querer concordar, guardando na memória a conversa com um sabor de azedo. Se o desejo do certo, do ideal, da discussão das idéias faz parte apenas de um seleto grupo dos intelectuais e acadêmicos, por que diabos dedicar-se a refletir e ensinar tais vislumbres se eles jamais farão parte do mundo das pessoas normais?

Me senti diminuído do calor de uma conversa cuja conclusão inexorável foi que buscar o certo é estar limitado ao campo da masturbação do ideal. Ideais que sempre batalhei por, cujas propriedades dissequei nos meus poucos anos de observação do mundo. Ideais que me fizeram sentir excluídos, mas que sempre me guiaram no desejo indomável de trazer pro mundo das pessoas reais uma idéia que me parecia poder mudar o mundo.

O enclausuramento do que é bom não me interessa. Tornar-me um professor pura e simplesmente sendo respeitado pelos meus ensinamentos não me parece bom suficiente. Desta vida fica o que fazemos pelo mundo, e é assim que quero basear a minha obra. Para o mundo, para as pessoas. Alguém tem que desafiar o que há de errado.
Alguém se candidata?