Acho que nem precisa falar mais nada.
"As grandes obras são sonhadas pelos gênios, executadas pelos lutadores, desfrutadas pelos felizes e criticadas pelos inúteis irônicos." (Autor desconhecido)
14 de dezembro de 2010
Democracia entre áspas
O Brasil estuda um modelo de censurar a liberdade de imprensa e os EUA se começam uma cruzada pra censurar a internet. Eu realmente achei que tínhamos aprendido alguma coisa com a idade média.
8 de dezembro de 2010
Wikileaks - truculência versão sec XXI
Pertencente à geração dos anos oitenta, eu sou anti-americano, não há como negar.
Cresci internalizando as críticas dos professores às truculências do Tio Sam, ilustradas pelo meu apetite voraz pela história do mundo. Donos do mundo desde quase sempre, os EUA não mereciam um adjetivo melhor do que esse: truculentos.
Essa palavra marcou muito minha infância porque foi assim que sempre chamaram o Ex-senador baiano Antonio Carlos Magalhães, quem sempre teve a fama de esmagar os inimigos sem piedade; e essa é a grande diferença do Brasil em relação ao mundo, que convive com um câncer chamado "USA". No nosso país, que nós mesmos criticamos tanto, as pessoas que se excedem no poder, cedo ou tarde, são derrubadas. Leia-se o próprio exemplo da família Magalhães na Bahia, ou dos outros grandes caciques do nordeste mizerável. O futuro aguarda aqueles que se excedem hoje, à reflexão do que se passa com os que o fizeram no passado.
Em relação aos EUA, todavia, esta relação aparece invertida, contínua, inquestionada. Podemos passar as páginas da história dos dias atuais para o passado, e Guerra parece ser o nome de família do Tio Sam.
Só na história recente assistimos a opinião publica do mundo ser atropelada por eventos como Afeganistão e Iraque, que se arrastam até hoje (!). Um conflito mundial em que nem mesmo à ONU foi cedido o direito de opinião.
Esta introdução dá-se em um momento que um assunto ambivalente se espalha pelos jornais do mundo a fora: o caso Wikileacks. Embora já tenha sido adepto da máxima "os fins justificam os meios", a sede de transparência que tem sido pouco a pouco demandada no século atual jamais pode ser baseada em uma exposição clandestina de informações do estado, nem mesmo se tratando do mais sanguinário deles. Os direitos e individualidades de cada cidadão/organização têm que ser respeitados, a fim de que prossigamos tendo um senso de sociedade. O que me chama a atenção, entretanto - mais uma vez - é a truculência com que o governo norte americano trata toda e qualquer coisa que atravesse seu caminho. Nesse momento, ilustro meu raciocínio com um pensamento que norteia muitas das respostas que não dou à meus interlocutores, frente à situações de conflito: "um erro não justifica o outro". Ponto final.
E foi neste ensejo que percebo mais uma vez que a liderança que os EUA exercem frente ao mundo é uma seqüência desenfreada de ações absurdas e inquestionadas, afinal, o cidadão que desenvolveu o site no qual os documentos foram publicados (o que não significa que ele está diretamente relacionado à publicação desses) foi preso sem sequer ter sido condenado por um crime (!!!). Seu nome não apenas foi posto como SEGUNDO MAIS PROCURADO DO MUNDO (seguido apenas de Osama Bin Laden) como foi lançado um alerta vermelho pela Interpol à sua procura. Mais uma vez (porque as vezes nem eu acredito que essas coisas ainda acontecem em pleno século XXI): sem ter sido condenado por nada.
Sua prisão não baseia-se em pirataria de dados digital, ou por revelar ativamente dados secretos, mas em uma suspeita (!!) de estupro de duas cidadãs da Suécia, o que - mais uma vez - não foi sequer provado.
Não sei exatamente como esses humores estão se espalhando aí pelo Brasil, mas pra mim o urro é de revolta.
6 de dezembro de 2010
Violência sexual
Não sei exatamente porque, mas a coisa que mais me enoja no mundo é violência sexual. Mais que corrupção ou assassinato até.
Os críticos do Projeto Ficha Limpa chamavam a lei de fascista, porque limitava a liberdade de expressão e de representatividade. Seguindo a mesma línha de raciocínio, acredito que os defensores dos direitos humanos me chamariam de monstro pelo que estou por dizer, mas considero sinceramente que quaisquer tipos de violência sexual ou abuso deveriam ser punidos com morte. Essa é a minha parte mais animal falando.
Peço perdão à Deus se isso ferir as leis básicas de convivência entre nós, pecadores, mas acredito que tais condutas deveriam ser extirpadas da sociedade de qualquer maneira, culturalmente inclusive. Ainda que considere real a relação de compensação karmica que se estabelece entre nós e nossas reencarnações, apenas acho que não deveria haver tolerância nenhuma à tal prática.
Precisava vomitar essas palavras, em uma das pausas que fiz em "The Girl with the Dragon Tattoo" pra respirar.
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Nunca disse isso à ninguém em minha vida inteira, mas acredito que tal reação seja por conta de uma tentativa de estupro que sofri por um padre, quando criança. Ainda que tenha conseguido escapar, a sensação da tentativa já é horrenda demais, o que me faz arrepiar sobre o que passa quem não foi tão sortudo.
Deus nos livre disso, e nos permita construir um mundo em volta de nós o qual possamos constribuir pra que isso nunca exista. À nenhum de nós, ainda que pecadores.
3 de dezembro de 2010
Os homens das máscaras de ferro
Sempre tive grande admiração pelas pessoas que têm convicção suficiente pra defender suas opiniões/idéias/crenças sem pestanejar, imune a críticas, impermeável à dúvidas, sem meias palavras, munido de argumentos por todos os lados.
Essa segurança e força são sentimentos que me encantam profundamente. Posso inclusive discordar do conteúdo, mas o simples ato de dissecar as atitudes de tal convicção me parece... fantástico.
O problema é que cada vez que me aproximo dessas pessoas um pouco, percebo ou que lhes falta consistência, inteligência e/ou sabedoria.
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Permita, Deus, que se, em meio às minhas reflexões e buscas, eu encontrar verdades que deseje ostentar como absolutas, que seja consistente, inteligente e sabiamente. Fora isso, me permita me manter em meio à meu universo de dúvidas honestas e caminhos traçados por mim mesmo sem imposições externas ou concepções que não pertençam às minhas próprias elucubrações.
1 de dezembro de 2010
Faces da decepção
Houve uma época em que o sub título do Teatro da Mente era "você é muito melhor do que você pensa, e pior também". Vez por outra me confronto com esse pensamento.
A verdade é que sempre vivi em um ciclo de decepções comigo mesmo e com os outros. Sobre os outros é fácil dissertar: cada pessoa vive em seu sistema solar pessoal, e o limiar da decepção é tão somente uma linha de conveniência, simples assim. Quanto a mim, a realidade é que corro o risco constante de que o meu próprio lado negro da força me tome completamente.
Faço um esforço diário absurdo pra tentar transformar toda energia negativa que recebo dos outros em boas vibrações, mas as vezes a tentação de responder ao mundo na mesma moeda é simplesmente... forte demais.
Não faço idéia onde quero chegar com meus ideais espirituais, mas nesse momento a única coisa que sinto em relação à eles são dúvidas.
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